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Valiomar em São Luís, com a minha irmã, Ceilinha e Fernando Moreira Lima, amigo maranhense |
Francisco
Valiomar Rolim, Dr. Valiomar, Wally, foi o meu melhor e mais próximo amigo de
infância. Também pudera, primo-carnal e vizinho.
Fui embora
para São Luís logo depois que completei quinze anos. E como não poderia deixar
de ser, Wally foi me visitar diversas ve- zes.
Hoje
vou a me ater aos carnavais.
Os
clubes cam- pestres de São Luís tinham uma pecu- liaridade interessante. Só se
entrava de carro, o clube ficava no centro de uma grande área e a portaria na
frente apropriada para receber os carros. Assim eram os clubes Lítero e
Jaguarema.
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A carteira do Cajazeiras Tênis Clube de Valiomar |
Ah,
demos nosso jeito. Carlos Xavier, amigo maranhense, tinha um Opala. Retirávamos
o banco traseiro e em seu lugar era posto uma lâmina de espuma de igual tamanho, ao
passar pela portaria logo o penetra passava para o interior do carro. Bem
engenhosa a solução.
Voltando
à Valiomar. Na quarta-feira de Cinzas ele saiu do Lítero para o Ja- guarema com um
amigo, Pinho. Como no último dia depois das três horas da madrugada ficava a
portaria liberada, obviamente Valiomar não precisava entrar na mala, decen- temente
foi confor- tavelmente no banco dianteiro. Ao ver a fachada interna do clube, Valiomar ex- clamou:
“Pinho, co- mo é lindo este clube?”. “Oxente, todas as noites te vejo aqui, porque
esta admiração?”. Valiomar, todo filósofo, retruca: “Mas como eu poderia ver, só entro na
mala e só saio bêbado?”.
Dos três
principais clubes tinha ainda o Casino Maranhense no centro da cidade. Este não
tinha a- cesso de carro, tinha uma área de lazer razoável, mas não havia
estaciona- mento. E como brincávamos inten- samente o carnaval, o Casino (escreve-se
apenas com um “s” e se pronuncia como fosse um “z”) tinha numa das noites de
carnaval uma festa interessante e não perdíamos. Como levar Valiomar? Papai deu
um jeito conseguiu uma carteira de dependente (foto).
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